Igreja Batista Livre Nacional

Removendo as máscaras da vida cristã

11 FEV 2014
11 de Fevereiro de 2014
Ê ê ê ê ê índio quer apito, se não der pau vai comer. Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô, mas que calor, ô ô ô ô ô ô. Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é, será que ele é bossa nova, será que ele é Maomé, parece que é transviado, mas isso eu não sei se ele é!
O Carnaval é a festa das máscaras, é popular porque todos ficam à vontade e representam nas passarelas dos blocos, trios, clubes e escolas de samba um personagem que muitas vezes não teriam coragem de viver na vida real. Há mascaras de todos os tipos e tamanhos! Fazemos da vida um teatro e dos relacionamentos um palco onde desfilamos nossos personagens prediletos. Mas é lá dentro, atrás das máscaras que mora o nosso verdadeiro eu.
Precisamos parar de nos comportar como o Zorro, brincarmos de Bruce Wayne. Fomos chamados para transformar a sociedade, a única forma de fazermos isso é vivermos de forma autêntica, removendo as máscaras que nos envolvem:
A máscara da piedade. A piedade melhora o coração dos homens e das feras já dizia Roquete Pinto. Piedade é dó, compaixão. Comiseração, virtude que nos leva a render a Deus a honra que lhe é devida. O falso piedoso mente para Deus, tentando impressioná-lo com virtudes que não possui, sua religião é o farisaísmo. O apóstolo João disse que aquele que afirma que não possui pecado, não apenas mente para si próprio, mas faz do próprio Deus um mentiroso. Os falsos piedosos exibem um discurso lindo, mas sua vida é um excremento. São implacáveis no julgamento alheio, mas amantes e praticantes do pecado oculto. São sepulcros caiados, hipócritas que se escondem atrás de delicadas máscaras para não serem reconhecidos.
A máscara do orgulho. Deus resiste aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes. O orgulho é muito mais difícil de ser discernido do que qualquer outra fonte de corrupção porque, por sua própria natureza, leva a pessoa a ter um conceito alto demais de si mesma. A mascara do orgulho tem vários modelos e tamanhos, cabe em todos os bolsos. O orgulhoso é aquele que quer destacar-se sempre entre os demais, gostam de posar de mestres. Tem necessidade de estar sempre no palco. Gostam de parecer aquilo que não são. O reverendo Hernades Dias Lopes escreveu, “não há cristianismo verdadeiro onde predomina a vaidade.{…} Nunca somos tão desprezíveis como quando desprezamos o próximo e julgamo-nos melhores que os outros. Nunca estamos tão longe de Deus como quando nos escondemos atrás da máscara do orgulho”. Foi o orgulho que transformou anjos em demônios; e é a humildade que faz com que homens se pareçam com anjos.
A máscara da frieza. Outros se escondem atrás da máscara da frieza, da indiferença. Somos muito parecidos com um cofre de banco o qual ninguém tem aceso. Não nos abrimos, não confessamos pecados, não compartilhamos nada com ninguém. Sentimos medo da intimidade. Não abrimos as senzalas da nossa alma nem por decreto. Não permitimos que ninguém chegue tão próximo, que lhe seja possível enxergar o nosso coração. A máscara da frieza também faz com que fiquemos indiferentes a súplica do necessitado, ao menino no farol de trânsito, a mulher violentada, a um sonho despedaçado,a volta do filho pródigo. Cecília Meireles escreveu, “Como se morre de velhice ou de acidente ou de doença, morro, Senhor, de indiferença. Da indiferença deste mundo onde o que se sente e se pensa não tem eco, na ausência imensa (…). Já não se morre de velhice nem de acidente nem de doença, mas, Senhor, só de indiferença”.
A máscara da falta de perdão. Para Agostinho de Hipona, “muitos têm aprendido a oferecer a outra face, mas não sabem amar a pessoa que o esbofeteou”. Sergio Lopes cantou, “perdoar é muito mais que estender a mão, e dizer eu te perdôo meu irmão, usar a voz é fácil, apertar a mão também o difícil é revelar o coração”. A Bíblia diz: “Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Se pensamos que nossos pecados são perdoados por Deus, mas nos recusamos a perdoar aos nossos semelhantes, estaremos cometendo um grave erro.
Confesso que muitas vezes uso ou já fui tentado a usar algum tipo de máscara. Precisamos todos remover as máscaras com a ajuda do Espírito Santo. Não precisamos viver como atores ou fariseus dos tempos modernos. Foi para liberdade que Cristo nos libertou! Que Deus nos ajude.
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